Performance Extrema-Unção

Título 1

em Apocalipse de Performances I e II do Projeto Tubo de Ensaios (Brasília, UnB -2001).

Fotografias de Marcelo Dischinger.

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em Apocalipse de Performances I e II do Projeto Tubo de Ensaios (Brasília, UnB -2001).

Fotografias de Marcelo Dischinger.

Um papa, em meio ao grande caos apocalíptico, caminha no subterrâneo em busca de sua própria redenção. Traz consigo o enorme rastro das atrocidades cometidas por sua madre igreja e, diante de um anjo crucificado, se livra das amarras e percebe que o humano não é apenas alma ou espírito, mas também corpo e carne.

Performance “Deuses”

no Gênesis de Performances do Projeto Tubo de Ensaios (Brasília, UnB - 2002). Fotografias de Marcelo Dischinger.

A mitologia nada mais é que o reflexo da mente do homem em diferentes partes da Terra, uma constante busca do aspecto divino do homem. O que pode ser uma série de mentiras para alguns foi motivo de crença e devoção de parte dos nossos ancestrais. Mesmo que não saibamos, esses dogmas estão no nosso inconsciente coletivo e, mesmo que neguemos, nosso coração carrega esse enorme tesouro herdado dos nossos antepassados. Não importa se na Índia, na Inglaterra ou na Oceania. Há um pouco de um Deus em cada um dos mortais.

Performance “O Melhor Lugar”

Performance “O Melhor Lugar” do “Altar das Sentinelas” em Êxodos de Performances do Projeto Tubo de Ensaios da Universidade de Brasília (Brasília, UnB - 2004). Fotografias de Marcelo Dischinger. 

Da terra prometida de Moisés ao sonho de Dom Bosco.

Sangue, suor e fel transbordam da terra onde corre leite e mel.

Os (dez) mandamentos da puta justiça... 

Do meu inferno pessoal ao nosso inferno coletivo de todos os dias.

Saída em busca do verdadeiro Deus.

E qual é mesmo o nome d’Ele?

“Inútil Canto E Inútil Pranto Pelos Anjos Caídos”

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Leitura Cênica (2007)

No Teatro Do Concreto

Direção De Francis Wilker

Uma leitura cênica a partir do conto “25 homens” do livro “Inútil Canto e Inútil Pranto Pelos Anjos Caídos”. O texto, publicado em 1977, guarda profunda relação com as questões carcerárias no Brasil, mantendo sua atualidade na crítica ácida ao sistema prisional 30 anos depois de seu lançamento. Dessa forma, o autor chama a atenção para questões importantes como distribuição de renda, violência, justiça, dignidade humana, fome e saúde. Neste conto, novamente, Plínio Marcos dá vez e voz aos excluídos, criando na sua narrativa detalhada do episódio uma verdadeira poética da crueldade. Nesse trabalho, o enfoque do grupo se direciona para as ações físicas e vocais dos atores e para o trabalho de sonoplastia ao vivo.

A leitura cênica foi apresentada em Brasília.

DIÁRIO DO MALDITO

(2006 a 2009) no Teatro do Concreto Direção: Francis Wilker

Fotografias de Thiago Sabino e Alexandra Martins

A peça estreou em 2006, já foi vista por cerca de 4 mil pessoas e foi considerada pelo jornal Correio Braziliense como um dos 50 espetáculos que marcaram a história da capital brasileira.  Diário do Maldito é uma homenagem ao dramaturgo Plínio Marcos, um dos maiores expoentes da dramaturgia nacional, que incorporou o tema da marginalidade em textos de temática social contundente. O resultado da intensa pesquisa acerca da vida e obra do teatrólogo resultou num espetáculo contagiante, que ressalta aspectos multiculturais do povo brasileiro.

 

No espetáculo, o público é recebido num bar onde conhece diversas histórias e personagens que descrevem a trajetória divertida e comovente de um poeta que sempre dedicou sua obra à denúncia social, mas que, agora, pensa em parar de criar. Inconformados com a situação, seus personagens invadem a cena para cobrá-lo.

Participei das seguintes apresentações:

Temporada em Brasília – Oficina do Perdiz (2006);

Palco Giratório do Sesc e Cena Contemporânea Brasília (2007);

Galpão Convida: Teatro Candango (BH - 2008);

Festival Nacional de Teatro do Macapá (Amapá, 2008);

Ceilândia, Planaltina e Taguatinga (2009);

IV Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo (São Paulo, 2009).

“Cidade em Plano”

(2007 e 2008) na Anti Status Quo Companhia de Dança

Direção: Luciana Lara

Fotografias: Luciana Lara

“Cidade em Plano” é uma criação em dança contemporânea da Anti Status Quo Companhia de Dança que investiga a relação do corpo com a cidade de Brasília a partir de uma perspectiva de quem vive nela, de quem a habita com seu próprio corpo, uma visão de dentro da cidade, de dentro do corpo.

 

Misto de artes visuais, performance e teatro, ao som de trilha quadrifônica especialmente composta para o espetáculo, quatro bailarinos flutuam no desenho da cidade, vestem seu skyline, viram cerrado, reveem a história de sua construção e criticam seus cartões-postais, redimensionando a monumental capital da esperança.

 

Com imagens fortes e metafóricas, a dramaturgia propõe discussões sobre as perspectivas arquitetônica, simbólica, histórica, sensória e política do corpo na capital do poder. A coreografia, às vezes, é um convite à contemplação visual, outras vezes, à reflexão crítica, e ainda ao mergulho sensório nas imagens e sons. As ideias de corpo como paisagem, de corpo na cidade e de cidade no corpo também estão presentes na dramaturgia do espetáculo, tornando visíveis diferentes maneiras de perceber a cidade.

A idealização do espetáculo apresenta duas versões de encenação. A versão instalação sai do teatro italiano e inclui o público no espaço cênico, propondo várias perspectivas da encenação e do corpo das intérpretes em relação à cidade. O público imerso no espaço com os 4 intérpretes se desloca durante todo o espetáculo, experimentando distâncias e perspectivas diferentes dos corpos dos bailarinos.

Participei das seguintes apresentações:

Bienal de Dança de Santos (SP, 2007);

Festival Expande Dança (SP, 2008);

Cena Contemporânea (Brasília, 2008).

Intervenção Urbana “Camaleões”

(2016 a 2018) na Anti Status Quo Companhia de Dança

Direção: Luciana Lara

Camaleões é uma intervenção urbana feita de desaparecimentos. Corpos totalmente cobertos por recortes de revistas e material de publicidade perdem seus contornos e se fundem a vitrines, entradas de lojas, paredes, muros, outdoors e outros ambientes de grandes centros comerciais. Imagens e palavras, tiradas de anúncios e propagandas de todos os tipos de produtos, são coladas estrategicamente em diferentes partes dos corpos dos dançarinos, formando uma segunda pele. As relações entre os jargões publicitários e as funções fisiológicas de cada parte do corpo geram conotações que fazem pensar sobre as deturpações de valores que a sociedade incorpora acriticamente: a distorção de ideologias, a geração de falsos desejos e as noções de corpo produzidos pelo sistema econômico vigente com o intuito de vender. Como corpos-mercadoria, as pessoas desaparecem naquilo que produzem e consomem. Os desaparecimentos ressignificam a poluição visual do ambiente urbano, levantando questões sobre o bombardeamento e a superexposição a uma enorme quantidade de informações, à hiperssexualização do corpo como recurso publicitário, ao consumo exacerbado e à crescente mercantilização da vida moderna.

Participei das seguintes apresentações:

2018- XI FIAC – Bahia, em Salvador-BA; 

2018- Festival Mladi Levi, em Liubliana, Eslovênia; 

2016- Modos de Existir- intervenções do SESC Santo Amaro em São Paulo-SP.

Intervenção Urbana

“Sacolas na Cabeça”

(2014 a 2019) na Anti Status Quo Companhia de Dança

Direção: Luciana Lara

Sacolas na cabeça é uma intervenção urbana onde pessoas andam pela cidade, vestidas com sacolas de compras na cabeça. O ambiente das ruas é modificado com a invasão e a presença de uma espécie de seres que desafiam a lógica e instigam a realidade, criando um mundo paralelo.

O centro das metrópoles e os espaços urbanos são muitas vezes locais de passagem e negociações comerciais. A interação entre seus habitantes e o espaço é empobrecida pela velocidade, pela automação, pela objetividade da vida cotidiana e pelas relações de compra e venda. A partir de uma reflexão crítica, a sacola de compras é um objeto cotidiano que pode sintetizar a realidade mercantilista em que vivemos, um ícone da sociedade do consumo e do sistema capitalista que visa o lucro. Confeccionadas como máscaras e usadas de uma forma que subverte seu uso pragmático, as sacolas de papel são um convite à interação.

Funcionam como objetos relacionais, um tipo de dispositivo detonador de reações, situações e leituras que revelam o que está invisível, porém latente, no contexto social, político e cultural de um dado momento. Reflexões críticas e políticas, interações lúdicas e deslocamentos da percepção prática do dia a dia surgem com uma quebra da lógica cotidiana habitual. Os Sacolas na Cabeça são, também, pontos focais que direcionam o olhar do transeunte para composições espaciais na paisagem urbana, tornando visíveis detalhes da arquitetura e do urbanismo que passam despercebidos. Distribuídas, as sacolas são apropriadas de várias maneiras pelos transeuntes e habitantes da cidade, promovendo inúmeras relações entre pessoas e ambiente.

Participei das seguintes apresentações:

Estreia em dezembro de 2014 na Praça do Relógio em Taguatinga-DF;

2019 -Circulação de repertório do Projeto ASQ outside the black box nos arredores da 508 sul, 308/309 sul e do Espaço Cultural Renato Russo;

2019 MID – Movimento Internacional de Dança no CCBB em Brasília-DF;

2018- XI FIAC Bahia com duas intervenções, uma no Pelourinho e outra em Plataforma, Salvador-BA;

Fevereiro 2016 - IV Mostra de Dança XYZ no Setor Comercial Sul, em Brasília-DF.